Às vezes o meu diário, às vezes um livro virtual, que pouco a pouco vou escrevendo. Cada postagem, tem um significado todo especial. Algumas falam de saudade, outras de dor, algumas de dúvidas, outras de amor. Uma após a outra, descrevendo um pouco da minha história. Capítulos e acontecimentos, que estão guardados na memória.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Bloco de notas
Tic tac, tic tac... o ponteiro do relógio parece não se mover. Os dias se arrastam lentamente, sol e lua parecem não querer se encontrar. E quanto mais eu tento concentrar-me em outra coisa, o pensamento vai longe. Vai além de onde estou, de onde vou. Vai para perto de você... e quando volta, parece trazer consigo o perfume que eu lembro bem. O cheiro inebriante invade minha mente e arranca um sorriso bobo, daqueles que a gente não pergunta o por que, só sente que faz bem. Falando em fazer bem, vem dançar comigo, aproveita e me sequestra!
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Bloco de notas
Você já parou para pensar que pode ser o motivo da felicidade de alguém? E que esse alguém tenta te mostrar isso todos os dias, mas você não vê? Acredito que isso aconteça todos os dias, em todos os lugares do mundo. Queria ter internalizado isso um pouco antes, observado mais, ou pelo menos tentado mais. Você já teve a sensação de segurar o mundo todo em seus braços? Como se aquela pessoa resumisse o universo em um corpo tão pequeno e frágil. Essa seria uma grande responsabilidade, certo? E se eu dissesse que não há forma de preparar-se para isso, simplesmente acontece com você. Assusta? Na minha concepção e vivência prática, assusta e muito. Não adianta pesquisar no Google, procurar manuais de instruções ou coisas do tipo. Você sabe bem lá no fundo que tudo pode dar errado, e segundo a lei de Murphy, vai dar errado. Mas quem liga? Existem momentos que a razão deve ser deixada de lado e a emoção fala mais alto. Você não pensa, simplesmente se joga de corpo e alma... aconteceu com você? Gostaria que a vida fosse como os videogames, nos quais sempre se pode tentar outra vez. Gostaria de ter uma única ficha em minhas mãos, essa me bastaria. Afinal, eu acredito que transformar sonhos em realidade seja possível, basta amar o que faz e saber por quem se está fazendo isso. É tarde, vou dormir... é tarde, mas ainda espero a última badalada do relógio, impedindo a chama se extinguir.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Bloco de notas
Parece que tudo está vindo à tona de uma vez. O corpo que parecia forte, pouco à pouco padece. A mente está confusa e não sabe para onde ir. A cada dia parece escurecer mais e mais, a cada dia o pão perde mais seu sabor e o próprio mundo vai perdendo a cor. A confecção da nova lente está quase pronta, mas inacabada, de nada vale. A perspectiva antiga, vista com novos olhos parece não ser tão atraente, por isso, me indago sobre o que fazer? Preciso alinhar muitos planetas de uma vez, preciso moldar o mundo à minha vontade, para que enfim algo faça sentido. Receio que seja passageiro, que essa correnteza de incerteza, angústias e problemas logo passem. Afinal, ninguém me avisou que precisaria ser o "Atlas" de uma hora para outra, ninguém disse que seria a bússola para pessoas que eram meu norte.
Como tudo tem uma parte boa, sinto que estou amadurecendo rápido, que o peso já não me assusta tanto. O incômodo é só mais uma das barreiras que me comprometo a superar, pois na vida nunca tive espaço para regalias destinadas aos mais favorecidos. "A vida me ensinou a nunca desistir, nem perder, nem ganhar, mas procurar evoluir. Podem me tirar tudo que tenho. Só não podem me tirar as coisas boas que já fiz pra quem eu amo..."
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Bloco de notas
Have you ever thought to live a half life? Do you know, when you feel a empty inside your body? It has two sides, reason and emotion, then, what dou you choose? I made my choice few months ago and I'm living with this. If I could, I would like to be wherever you are, but who said the life is fair? Now, I'm writing the new chapter of my life, who will be with me? I don't know, but If I could choose again, this time, I will follow the other side.
Don't worry friends, this is just a outflow ;)
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Conhecendo Schopenhauer
Esses dias estava tentando arrumar a bagunça do meu quarto e acabei encontrando um texto bem interessante. O fiz durante uma avaliação de filosofia, disciplina a qual me identifiquei bastante na época. O objetivo era falar o que pensava Arthur Schopenhauer sobre o amor, a amizade e a felicidade. Não sei ao certo se consegui cumprir com o solicitado, porém, essa avaliação foi responsável pelo texto abaixo:
Schopenhauer dizia que o amor, nada mais era que uma tática ou instrumento utilizado pela natureza para nos fazer reproduzir. Sabe-se que todos os animais se reproduzem, entretanto, ele dizia que os seres humanos com toda a sua racionalidade, precisam de motivos e desculpas para fazer algo simples como reproduzir-se. Sendo assim, o amor, esse visto em filmes e novelas. Esse que muitos sonham em sentir, nada mais é que um artifício da natureza para garantir a sobrevivência da espécie. Um exemplo disso é que muitas pessoas dizem "amar" alguém, mas quando tem chance traem seus parceiros. A justificativa para esse amor, o porquê, segundo o filósofo, seria pelo simples fato que os seres humanos são muito egoístas, egocêntricos. Se não houvesse algo para nos aproximar, talvez não teríamos conseguido perpetuar a espécie. É interessante ressaltar que ele via o amor, como nem um outro. Pois ele acreditava que o amor tinha "prazo de validade". Que o sentimento dura em média 7 anos, tempo em que os pais poderiam ter filhos e criá-los até poderem falar e ficar de pé. Acreditava também que o casamento era uma instituição falida, já que com o tempo o amor de um casal se esvaiam, e o que restava era o carinho e cumplicidade que um parceiro tinha pela outro.
Outro ponto levantado pelo filósofo era que a escolha dos parceiros não é algo aleatório. Nós procuramos nos outros características diferentes das nossas, uma vez que estas poderão ser passadas para os nossos descendentes. Um exemplo claro disso, é que homens brancos tendem a sentir atração por mulheres negras e vice-versa. Ainda falando sobre o ciclo reprodutivo, quando o mesmo acaba e não podemos mais reproduzir, Schopenhauer achava que teríamos perdido a utilidade. Isso foi embasado em um comparativo feito com os jovens, uma vez que quando uma criança se corta, seu ferimento fecha em poucos dias. Enquanto quando acontece a mesma coisa com uma pessoa mais velha a recuperação é mais lenta. Para reforçar essa teoria, basta observar que os jovens também tem a musculatura mais desenvolvida e ossos fortes, o que facilita a reprodução.
Por último e não menos importante, a questão da felicidade situar-se entre o amor e a amizade. Schopenhauer dizia que quando tem-se apenas um dos lados da moeda, você não terá uma relação feliz. Uma vez que só sexo não mantém duas pessoas juntas, pois a relação é carnal, vazia. Em contrapartida, amizade sem sexo também não faz sentido em um relacionamento, visto que, se não há desejo entre os duas pessoas, é interessante que essas sejam apenas amigos. Ele acreditava que o meio termo entre amor, enquanto desejo, e amizade, seriam a chave para um relacionamento feliz.
Esse texto foi redigido no dia 15 de fevereiro de 2013.
Schopenhauer dizia que o amor, nada mais era que uma tática ou instrumento utilizado pela natureza para nos fazer reproduzir. Sabe-se que todos os animais se reproduzem, entretanto, ele dizia que os seres humanos com toda a sua racionalidade, precisam de motivos e desculpas para fazer algo simples como reproduzir-se. Sendo assim, o amor, esse visto em filmes e novelas. Esse que muitos sonham em sentir, nada mais é que um artifício da natureza para garantir a sobrevivência da espécie. Um exemplo disso é que muitas pessoas dizem "amar" alguém, mas quando tem chance traem seus parceiros. A justificativa para esse amor, o porquê, segundo o filósofo, seria pelo simples fato que os seres humanos são muito egoístas, egocêntricos. Se não houvesse algo para nos aproximar, talvez não teríamos conseguido perpetuar a espécie. É interessante ressaltar que ele via o amor, como nem um outro. Pois ele acreditava que o amor tinha "prazo de validade". Que o sentimento dura em média 7 anos, tempo em que os pais poderiam ter filhos e criá-los até poderem falar e ficar de pé. Acreditava também que o casamento era uma instituição falida, já que com o tempo o amor de um casal se esvaiam, e o que restava era o carinho e cumplicidade que um parceiro tinha pela outro.
Outro ponto levantado pelo filósofo era que a escolha dos parceiros não é algo aleatório. Nós procuramos nos outros características diferentes das nossas, uma vez que estas poderão ser passadas para os nossos descendentes. Um exemplo claro disso, é que homens brancos tendem a sentir atração por mulheres negras e vice-versa. Ainda falando sobre o ciclo reprodutivo, quando o mesmo acaba e não podemos mais reproduzir, Schopenhauer achava que teríamos perdido a utilidade. Isso foi embasado em um comparativo feito com os jovens, uma vez que quando uma criança se corta, seu ferimento fecha em poucos dias. Enquanto quando acontece a mesma coisa com uma pessoa mais velha a recuperação é mais lenta. Para reforçar essa teoria, basta observar que os jovens também tem a musculatura mais desenvolvida e ossos fortes, o que facilita a reprodução.
Por último e não menos importante, a questão da felicidade situar-se entre o amor e a amizade. Schopenhauer dizia que quando tem-se apenas um dos lados da moeda, você não terá uma relação feliz. Uma vez que só sexo não mantém duas pessoas juntas, pois a relação é carnal, vazia. Em contrapartida, amizade sem sexo também não faz sentido em um relacionamento, visto que, se não há desejo entre os duas pessoas, é interessante que essas sejam apenas amigos. Ele acreditava que o meio termo entre amor, enquanto desejo, e amizade, seriam a chave para um relacionamento feliz.
Esse texto foi redigido no dia 15 de fevereiro de 2013.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Bloco de notas
Sabe o que é estranho? Todos os dias, por mais diferentes que sejam uns dos outros. Por mais que eu faça coisas totalmente diferentes, no final deles, sinto que falta alguma coisa... achei que isso era coisa passageira. Contudo, continua se repetindo, dia após dia. Para contornar essa "lacuna", eu me pego lendo, escrevendo, criando coisas novas. Inovação não é só assunto de sala de aula ou empresa, pois inovo todos os dias quando descubro maneiras de completá-los. Espero que hoje também seja assim, que não falte nada. "Na busca do equilíbrio deve-se evitar à escassez e os excessos."
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Bloco de notas
Depois de todo aquele tempo navegando acompanhado, é estranho sentir-se livre para ir à qualquer lugar. Todo dia acordo e defino uma rota nova, conheço pessoas novas, descubro coisas novas sobre mim. E nesse mar de descobertas, pego-me pensando, "o que esperar do amanhã?". Na verdade, é melhor não esperar, só deixar fluir.
Não sei se ela lembra da promessa, não sei se um dia as coisas serão parecidas com o que eram antes. Prefiro acreditar que assim é melhor, pois quando vejo um sorriso naquele rosto, vejo motivos para seguir em frente. Sei que está tudo bem...
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